A alfabetização ainda é confundida com letramento, isso devido o fato que as pessoas ainda não conseguem diferencia-los.
Saber que alfabetizar é tornar a pessoa capaz de ler e compreender palavras e associa-las ao seu significado, enquanto letrar é tornar a pessoa capaz de além de ler e escrever a palavra seja capaz de utiliza-la com sucesso em seu dia a dia, se utilize de seu significado para entender o mundo em que vive, possa se contextualizar com a sociedade, tomando posse de todos os seus direitos e deveres como cidadão letrado.
A escola ainda erra ao tentar alfabetizar seus alunos, isso porque ela não utiliza métodos desenvolvidos para esse fim, “ela buscou em outras áreas, como a psicologia, e tentou fazer a transposição direta dessa teoria para a pedagogia, o que é levado ao insucesso de alfabetização”. (Moreira, 2013. p.103)
Moreira ainda justifica e busca fundamentos para dizer que esse insucesso de alfabetização só não foi corrigido porque as pessoas não buscam essa correção, ela diz que o “insucesso em alfabetizar depende apenas da escola do método mais correto, moderno, cientifico, ou seja, lá o que for.” (ptro.101)
Diante dessa frase percebe-se que a escola, a qual se fala muito em Vigostky, não formulou suas teorias e sim se apropriou de outras, acreditando estar no caminho certo para ensinar os alunos, e agora as pessoas percebem que não é isso o correto a se fazer. Em que o “inestimável valor da psicogênese da língua escrita é nos permitir saber quais são os saberes necessários à alfabetização que os alunos têm ou não.” (p.103) com essa afirmação se confirma que a psicogênese de Vigostky se deu apenas para explicar como diversos fatos e fases da vida se desenvolvem, e não para que os métodos fossem exatamente aqueles propostos pelo teórico, e que assim se desse dentro da sala de aula.
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